Bebida característica da Páscoa, o vinho é facilmente harmonizado com os alimentos que compõem a mesa durante os dias da festividade, principalmente com peixe, estrela do cardápio. Para não errar na compra da bebida e comprometer o sabor da comida, é preciso ficar atento a alguns cuidados gastronômicos.

Um mito da cozinha, que normalmente esbarra no almoço da celebração, é a preferência pelo tradicional tipo branco. “Peixes também harmonizam muito bem com vinhos tintos”, analisa Vitor Fernandes, professor do curso de sommeliers do Sindicato de Hotéis e Restaurantes de São Paulo (Sinthoresp).

Para criar uma saborosa combinação de gostos, deve-se considerar o tipo de refeição, pois quanto mais leve o prato, mais suave deve ser o vinho. “O processo de preparo da carne vermelha e do peixe, seja assado, frito, cozido ou grelhado, exerce influência na escolha”, explica Vitor.

Assim, peixes crus devem ser consumidos com variações extremamente leves, enquanto peixes ensopados, por serem mais densos, combinam com vinhos encorpados. “Por causa do gosto mineral do peixe, vinhos que tenham muito tanino, um polifenol presente na uva, não são recomendados. Essas substâncias não casam bem e atrapalham a degustação”, ensina o sommelier.

Confira, a seguir, dicas do especialista para não errar a harmonização do líquido do deus Baco com os peixes mais consumidos na Páscoa.

Bacalhau: deve-se optar pelos tipos branco maduro e Chardonnay Novo Mundo.

Salmão: boas sugestões são rosés e pinot noir jovem da Borgonha.

Atum: prefira merlot jovem nacional, rosés e espumante rosés brut nacional.

Sardinha: brancos ácidos, vinhos verdes, pinot grigio da Itália e rosés de vinho verde são os mais indicados.

Cavalinha: riesling da Alemanha, vinho verde e espumante do Loire Blanc, são opções.

Linguado: opte por sauvignon blanc (da França, Chile e Nova Zelândia) ou prosecco.

Truta: prefira branco seco (chablis ou riesling da Alsace) e espumante cava brut.

Cação: os melhores tipos para acompanhar são rosés da Provence, viognier (da França ou Espanha) e espumante brut.


Fonte: culinaria.terra.com.br